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Arte na Grécia Antiga

24 de out. de 2023
2 min de leitura

Atualizado: 25 de out. de 2023

A civilização grega habitava ilhas do Mar Egeu e a Grécia continental, formando pequenas comunidades, distantes umas das outras e que tinham hábitos, costumes e dialetos bem diferentes uns dos outros.



A Grécia foi bastante influente na antiguidade, considerada hoje como o berço da civilização ocidental. Atenas, sua capital, conserva monumentos como a Acrópole, do século V a.C., onde fica o templo PATERNON, dedicado à Deusa Grega Antenas, deusa da sabedoria.


O vídeo está em inglês, então ative a legenda e aproveite para estudar artes praticando LISTENING and READING. Let's go!

Os artistas gregos tiveram grande influência egípcia, mas com o tempo, desenvolveram técnicas e ideias próprias, muito conectadas com o que acreditavam com relação à vida, morte e suas divindades. Apesar disso, sua arte não tinha função religiosa.


A arte grega está dividida em dois grandes períodos:

PERÍODO ARCAICO

PERÍODO CLÁSSICO

Início das esculturas de figuras humanas em grandes pedras de mármore utilizando técnica egípcia para aplicar a simetria natural do corpo humano, trabalhando com proporção e regularidade, chamadas de estátuas kouros - homem jovem.

Esplendor da cultura grega, com muitas produções artísticas, intelectuais e políticas. Construção do Paternon e representação de figuras menos rígidas e com mais movimento em suas esculturas.

Período: Século VII às Guerras Pérsicas

Período: Século de Péricles V a.C à Guerra do Peloponeso

As esculturas do período clássico são famosas por passarem a sensação de movimento à imagens esculpidas em pedra. A posição do tronco, da cabeça, das pernas e braços com o detalhamento das contrações musculares são responsáveis por sugerir o movimento de cada figura, como na escultura de Discóbolo, de Miron (1) e Doríforo, de Policleto (2):




























(1) (2)



A ARQUITETURA E AS COLUNAS GREGAS


A arquitetura grega é, em grande parte, dividida em 3 ordens principais, estilos de pilares e frontões desenvolvidos por Arquitetos da Era Clássica usados até os dias atuais. Ao lado dos arcos e domus Romanos, fazem parte do vocabulário básico da Arquitetura Clássica do Ocidente.


ORDEM DÓRICA

ORDEM JÔNICA

ORDEM CORÍNTIA

Caracterizada por linhas simples, corpo grosso estriado e capitel que se assemelha a uma almofada e por um elemento quadrangular, servindo de apoio para a arquitrave.

Suas colunas possuem capitéis ornamentados com duas volutas, altura nove vezes maior que seu diâmetro e arquitrave também ornamentada com frisos e base simples.

Uma evolução estilizada da ordem jónica com maior valorização da ornamentação. A diferença mais marcante da ordem coríntia para a jônica é o capitel das colunas, muito mais elaborado.

Capitel: Parte superior da coluna

Arquitrave: Viga mestra, peça de sustentação horizontal


PINTURA EM CERÂMICA


A pintura grega teve na cerâmica a sua maior representação, com os vasos gregos que apresentavam composições harmoniosas e detalhadas. Os objetos em cerâmica mais utilizados como suporte para a pintura grega foram os VASOS, que serviam como artigos de cerimônias religiosas e como artefatos utilitários, mais tarde, passaram a ser reconhecidos também como objetos artísticos. As ornamentações exibiam padrões geométricos e abstratos, posteriormente, passaram a reproduzir cenas mitológicas e figuras humanas em situações cotidianas.


FIGURAS NEGRAS - A técnica que consistia em pintar as silhuetas das figuras com um pigmento negro e depois marcar o contorno e os elementos interiores com uma ferramenta pontiaguda, deixando traçados evidentes. O pintor que mais se destacou nesse tipo de arte foi Exéquias.



FIGURAS VERMELHAS - Acredita-se que o inventor de tal técnica foi o pintor Andócides, discípulo de Exéquias. Essa técnica consiste em inverter o sistema cromático, deixando as figuras humanas no tom original da terracota e pintando o fundo de negro.


ESCULTURAS NO PERÍODO HELENÍSTICO


Marcado por um período de maior valorização dos sentimentos como o amor, das ideias de liberdade e do nu feminino, diferente do período anterior. As figuras expressavam movimento e representavam um grupo de pessoas, permitindo observação por todos os ângulos.


A estátua representa Laocoonte e seus dois filhos, Antífantes e Timbreu, sendo estrangulados por duas serpentes marinhas, uma lenda da Guerra de Troia também relatada na obra Eneida, de Virgílio. É uma das mais famosas esculturas antigas desde que foi escavada em Roma em 1506, e colocada em exibição pública no Vaticano, onde permanece até hoje.

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