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Os Povos Indígenas no Brasil

13 de set. de 2021
2 min de leitura

Atualizado: 23 de set. de 2024

Quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500, cerca de 3 milhões de INDÍGENAS já viviam aqui, com seus costumes, suas crenças, agricultura intensiva e até mesmo comércio internacional - historiadores descobriram que haviam rotas de comércio para troca de produtos com os Incas, por exemplo.


Estudos mostram que os milhões de indígenas se dividiam em mais de mil povos, a maior parte deles no litoral do país. Por volta do ano 1000, por exemplo, os TUPIS eram os donos do litoral, onde 500 anos depois chegaria Cabral.


Além deles, haviam mais outras dezenas de povos indígenas por todo território. Dividiam-se em quatro grupos lingüístico-culturais: Tupi, Jê, Aruaque e Caraíba.


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Indígena ou Índio?

O correto é usar a palavra INDÍGENA. A palavra índio foi usada por Colombo ao chegar nas Américas pensando ter chegado às Índias. O termo "índio" é genérico e foi usado para nomear diversos povos, uma maneira grosseira de se dar nome a um povo sem conhecer melhor sua cultura.


No Brasil, os portugueses chamavam de Tupi a maioria dos povos do litoral e de Tapuia os outros grupos, que falavam línguas distintas, tinham costumes bem diferentes dos Tupis e viviam mais no interior do território.


O Brasil de 1500

O Brasil foi descrito pelos portugueses como um paraíso exótico, de terras quentes, com muita ríqueza natural, densas florestas cheias de animais e frutos bem diferentes dos que estavam acostumados na Europa.











O Desembarque de Cabral no Brasil, Oscar Pereira da Silva



Os portugueses estranharam muito os povos indígenas e seus costumes. Muito do que foi dito nas cartas ou registrado nas pinturas da época foi baseado na imaginação dos portugueses e no que eles conheciam da Europa, bem diferente do que no que realmente acontecia em terras brasileiras. Esse encontro com o desconhecido fez com que muito da história contada pelos portugueses fosse mais fantasia que realidade.


Importante: Os portugueses, assim como outros povos europeus colonizadores, tinham a vantagem de poder registrar a história, contando apenas os fatos que lhes fossem interessantes e favoráveis. Devemos sempre lembrar que por muitos anos tivemos apenas a versão dos colonizadores nos livros de história.


Os registros da época descrevem os indígenas como selvagens, que não usavam vestimentas, pintavam seus corpos, tinham crenças bem diferentes da religião católica que os portugueses seguiam e viviam de caça, pesca e agricultura, numa relação bem próxima com a natureza.

Foto: Fiona Watson


Tudo isso, no início, gerou muita curiosidade, mas logo em seguida os COLONIZADORES portugueses passaram a ver a cultura indígena com preconceito, julgando-a inferior, pois acreditavam ser melhores e mais desenvolvidos que eles.


Daí surge a ideia de que era possível escravizar os povos indígenas, para que tivessem mão de obra, assim como de que era preciso iniciar o processo de catequização e alfabetização:


CATEQUIZAR: para que seguissem a fé católica.


ALFABETIZAR: para que fosse possível o ensino da prática religiosa católica os indígenas precisariam aprender a língua portuguesa. Um dos nomes mais conhecidos nesse processo foi o padre José de Anchieta.



A Primeira Missa no Brasil,

Victor Meirelles




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