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Roma Antiga e a República

28 de ago. de 2023
3 min de leitura

Atualizado: 17 de set. de 2023

A proclamação da REPÚBLICA em Roma se deu no ano de 509 a.C. após um movimento dos PATRÍCIOS, que destituíram o Rei, distribuindo poderes políticos entre si. Se você não viu o post sobre a MONARQUIA ROMANA, clique AQUI.


Essa distribuição de poderes, na prática, estava relacionada à cargos políticos, chamados de MAGISTRADOS, que passaram a governar Roma junto ao Senado e às Assembleias. Eram 5 os principais magistrados, além do DITADOR, que era eleito pelo Senado para governar a República por seis meses em caso de ameça ou guerra.

FONTE: Professor Jackson Ricarte | Colégio Anísio


SENADO

Composto por mais de 300 MEMBROS VITALÍCIOS, todos PATRÍCIOS, o Senado era a mais alta autoridade do Estado. Os senadores eram responsáveis por fiscalizar os CÔNSULES, autoridades executivas máximas, através dos QUESTORES. Também fazia parte de suas funções controlar a justiça, as finanças públicas, as questões da Igreja e dirigir a política externa, incluindo a administração de situações de guerra e paz e do exército, vital num momento de conquistas expansionistas.


ASSEMBLEIAS

Eram nas Assembleias que se debatiam as políticas, votavam as leis elegiam os magistrados. Durante a República, Roma tinha 3 Assembleias:

ASSEMBLEIA CENTURIATA

ASSEMBLEIA DA PLEBE

ASSEMBLEIA DAS TRIBOS

Era a assembléia mais importante, onde se definiam os escolhidos para os cargos de cônsules, pretores e censores. Leva esse nome porque dividia os cidadãos em centúrias, de acordo com o grau de riqueza, onde os mais ricos prevaleciam. Roma tinha 193 centúrias - algo parecido com o que chamamos hoje de "classes sociais ou classes sócio-econômicas".

Composta apenas por plebeus, que discutiam e votavam seus próprios interesses, aprovando leis, elegendo seus magistrados e julgando casos jurídicos.

Era uma assembleia democrática formada por grupos de cidadãos organizados de acordo com local de residência ou origem. Seu objetivo principal era eleger outras três magistraturas: questores, edis curulares e os tribunos consulares.


Ainda que os PLEBEUS fossem a maioria, eles tinham sua participação muito limitada pelos PATRÍCIOS. O embate frequente entre os dois grupos marcou a República, mas a luta por IGUALDADE DE DIREITOS deu resultado. Os plebeus tiveram algumas conquistas importantes, que permitiram que praticamente se igualassem aos patrícios:

​TRIBUNATO DA PLEBE

LEI DAS 12 TÁBUAS

LEI CANULEIA

LEIS LICÍNIAS

​Os plebeus ganharam o direito de eleger um tribuno que defendia os seus interesses.

​Conjunto de leis escritas em tábuas de bronze, para que ficassem registradas de modo permanente. Serviu de base para a elaboração da consituição romana.

​Acabou com a proibição do casamento entre plebeus e patrícios.

​Eram duas leis que determinavam que um dos cônsules deveria ser plebeu e que perdoava parte da dívida com os patrícios, dando fim à escravidão por dívida.




EXPANSÃO TERRITORIAL

Os romanos e as LEGIÕES ROMANAS conquistaram quase toda Península Itálica, guerreando para controlar as rotas comerciais e conquistar terras. O comércio do Mar Mediterrâneo, dominado pelos Fenícios, era muito lucrativo, por isso os romanos saíram mar afora para a conquista de terras fora da península.


A primeira disputa foi em Catargo, potência ao norte da África, de domínio fenício. A disputa durou mais de 100 anos, período em que passaram por 3 guerras, chamadas de GUERRAS PÚNICAS. Com a vitória de Roma, seu exército transformou Cartago em província e saiu para guerrear pelo domínio de outros territórios como Grécia, Macedônia, Egito, norte da África e a região da Gália, onde onde fica a França e a Bélgica.

O resultado foi positivo para os romanos, que venceram e passaram a dominar o comércio do Mar Mediterraneo, que era chamado de Mare Nostrum - Nosso Mar, em italiano. As consequências foram o enriquecimento do Império, o surgimento dos CAVALEIROS, o acúmulo e concentração de terras nas mãos dos patrícios e o aumento do número de escravos, já que os povos conquistados eram mortos ou escravizados.


CAVALEIROS: homens ricos que pertenciam a cavalaria e que passaram a ganhar ainda mais dinheiro com comércio, cobrança de impostos nos territórios conquistados e prestação de serviços para Roma.


A República Romana cai após a ascenção de Júlio Cesar, um dos generais mais influentes desse primeiro momento pós expansão. César exigiu do Senado o cargo de Ditador mas, acusado de traição à República, foi assassinado. Ainda assim, o movimento do exército em busca de poder colocou outro nome em evidência, o de Otávio Augusto, ou Caio Otaviano - seu nome em italiano era Gaius Iulius Caesar Octavianus.


Junto à Marco Antônio e Lepido, generais romanos, Otávio formou o SEGUNDO TRIUNVIRATO, que era um acordo de ajuda mútua em nome do poder, nesse caso, diferente do PRIMEIRO, foi aliança política formal.


Tudo ia bem até que as tropas de Otávio se opuseram às de Marco Antônio na disputa pelo Egito - Marco Antonio se apaixonou por Cleopatra, faraó do Egito, e era contra a invasão. Marco Antônio se estabeleceu em Alexandria e os dois passaram a viver juntos, mas após o exército de Otávio derrotar o Egito, os dois se suicidaram porque se recusavam a se tornar escravos de Roma.


Otávio pressionou o Senado à lhe conceder todos os títulos de poder, passando a exercer a função de líder do senado e comandante do exército, dando início ao IMPÉRIO ROMANO.


Um resumão ilustrado sobre a República:






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