Maomé, os Muçulmanos e o Império Árabe
Atualizado: 24 de out. de 2023
MAOMÉ nasceu na cidade de Meca no dia 12 do mês de Rabi al-Awwal - terceiro mês do calendário árabe, no "ano do Elefante". Depois de receber uma mensagem divina do Deus Alá, Maomé organizou um grupo de seguidores que foram chamados de MUÇULMANOS, que em árabe significa "submetido à Deus".
Maomé e seus seguidores passaram a andar pela cidade, falando sobre as profecias que acreditavam receber de seu Deus, desagradando a comunidade local de Meca, que era politeísta e lucrava com os peregrinos que viviam na cidade para adorar seus deuses. Maomé foi perseguido e obrigado a se mudar para Yatreb, depois chamada de Medina, que ficou conhecida como a "cidade do profeta". O movimento de saída de Meca por Maomé, com a migração dos muçulmanos para Medina, é chamado de HÉGIRA.
No ano de 630, Maomé e os muçulmanos conquistaram a cidade de Meca, fato que marcou o nascimento do Islã, que em árabe significa "submissão total à Deus". Meca se tornou capital da religião muçulmana, o ISLAMISMO, que uniu a população árabe dos territórios visinhos, que ficou conhecido como ESTADO ÁRABE.
ISLAMISMO é a religião e monoteísta criada por Maomé. Os muçulmanos tem cinco obrigações no islamismo:

- crer em Alá e seguir os ensinamentos do profeta Maomé
- orar cinco vezes ao dia, sempre com o rosto voltado para Meca
- dar aos necessitados ajuda proporcional ao que possui
- peregrinação de féa até Meca, ao menos uma vez na vida
- jejuar no mês do Ramadã - mês do jejum
Com a morte de Maomé, os árabes começaram o movimento de expansão do Islamismo, em busca do controle de rotas comerciais, da conversão de novos fiéis e de lutar pelo islamismo para merecer o paraíso prometido.


A conquista de terras e pontos chaves do comércio foi essencial para a construção doIMPÉRIO ÁRABE, que ia das fronteiras da China ao extremo oeste da Europa, fazendo da parte sul do Mediterrâneo um grande lago muçulmano.
Ao longo dos séculos VIII e IX, o Mar Mediterrâneo era cruzado por comerciantes árabes muçulmanos, bizantinos, judeus, sírios, africanos, gregos e italianos, sempre levando ou trazendo mercadorias em uma intensa circulação comercial mas também cultural, de saberes, línguas e práticas.




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